8 de mai de 2011

As Fases no Processo de Cura

Em "Luz Emergente", Barbara Brennan, cita sete estágios da cura:
Negação, Revolta, Negociação, Depressão, Aceitação, Renascimento, Criação de uma nova vida.
A evolução do processo de cura trata-se de um caminho não linear e não progressivo, o que muitas vezes gera muitas desilusões em se ter começado a percorrer esse caminho, desânimo e até desistência. Este é um desdobramento especialmente ligado às fases de revolta e depressão. Há um paralelo muito interessante a esse respeito que é muito bem abordado em Matrix I, onde o personagem Cyber representa aquele que viu a verdade, despertou para a realidade, mas prefere a ilusão e a mentira (veja esta passagem na análise do filme).
Um processo de cura real envolve todo o nosso ser, com desdobramentos sobre nossas necessidades emocionais, físicas, mentais e espirituais, muitas vezes demandando processos longos e complicados, como troca de emprego (ou até de profissão), mudança de endereço, estabelecimento de novos ou desfecho de antigos relacionamentos, dentre tantos outros processos. Uma cura real também sempre denotará uma mudança em um correspondente físico, trazendo maior conforto e prazer em viver a realidade material.

Crises de Cura
As crises de cura são reações comuns após os trabalhos de cura. Podem constituir-se do agravamento temporário de algumas percepções e estados, gerando efeitos como alteração de sono, resfriados, diarréias ou quaisquer estados de excreção ou introspecção diferenciados. A pessoa deve estar atenta para entender as mensagens intrínsecas que essas ocorrências trazem.
Especialmente nos trabalhos envolvendo liberação emocional intensa essas crises são muito comuns. 

Responsabilidade Pessoal
A responsabilidade pessoal por si própria é um dos maiores canais de cura. Entretanto, este é um caminho que se trilha lentamente, ancorando progressivamente consciência e responsabilidade sobre tudo o que possa nos acontecer.
Toda manifestação de nosso ser possui um correspondente em cada um de nossos corpos. Assim, em relação a nossas doenças, é muito interessante procurarmos entender os correspondentes psicológicos,emocionais, espirituais e físicos que nos levaram àquela situação.
Vale ressaltar que a questão deve ser focada sob a ótica da responsabilidade e não da culpa (que são polaridades do mesmo sentimento...), tanto por parte de quem passa por qualquer sofrimento quanto por quem se apresenta apenas como parte externa do processo. Claro que uma criatura não sofre por opção consciente (a razão é limitada para isso, o espírito e o plano causal não...). Para quem toma parte como expectador do sofrimento de um outro ser qualquer não cabe julgamento algum. A compaixão deve ser a atitude do observador, manifestada dentro do maior grau de alcance que sua consciência puder atingir. 
Há uma abordagem muito interessante complementar a este conteúdo no texto O propósito dos grupos de terapia do Osho. Vale à pena conferir.

Trabalho Pessoal
Muitas vezes, o que ocorre em clínica ou em vivências em cura é maravilhoso, até espantoso. Entretanto, o mais importante é que a pessoa possa consolidar o que se alcançou, resgatar voluntária e permanentemente qualquer eventual sensação que tenha se evidenciado a sua memória em uma vivência de cura. Por exemplo: às vezes, determinada pessoa vive a tantos anos com medo, ansiedade, uma determinada dor específica ou qualquer outro sentimento desagradável e dominante, que nem sabe mais ou nem tem mais a noção de como é o estado de não ter aquilo incorporado a sua auto-percepção. Durante um trabalho de cura, ela pode sentir-se (seguindo a seqüência de exemplos acima...) confiante, serena, leve e fluída... Este estado pode não ser a cura em si, mas pode perfeitamente servir de parâmetro para que sua lembrança de seu real estado de saúde seja resgatado, abrindo um portal para que, no dia-a-dia, ela possa trabalhar para si própria, com o intuito de resgatar e incorporar o benefício alcançado.
O trabalho pessoal é fundamental para a consolidação e continuidade dos benefícios alcançados dentro de trabalhos de cura. Os principais pontos são:
  • Estudo / reflexão de temas ligados a terapia, cura, espiritualidade e evolução pessoal 
  • Realização de exercícios/análise do acesso ao inconsciente, 
  • Expansão de consciência - acessar propostas práticas de como entender e vivenciar a expansão de consciência. 
  • Atividade física regular e não competitiva 
  • Alimentação saudável e equilibrada 
  • Sono adequado a suas necessidades pessoais (reparador e energizador), em tempo e qualidade 
Velocidade das Mudanças
As mudanças no sentido da cura tendem a ser mais lentas e envolvendo processos mais demorados nas primeiras vezes em que ocorre com o indivíduo, especialmente sob sua vivência/entendimento como sendo um processo integral e completo. A medida que a pessoa vai interiorizando o conhecimento além da razão, especialmente os conhecimentos físicos e emocionais do seu estado de cura, de saúde plena, os processos de mudança vão ficando mais rápidos, podendo em alguns casos pontuais se manifestarem instantânea e definitivamente.
A memória independe da vontade própria, é automática e está diretamente ligada e influenciada pela qualidade emocional presente durante o momento de ocorrência e gravação de seus conteúdos. Dessa forma, uma sensação constante, por exemplo, de fracasso não será passível de ser esquecida facilmente pela pessoa. Entretanto, sua memória emocional de fracasso poderá ser re-editada por experiências recorrentes de sucesso e êxito, proporcionalmente tão importantes quanto a experiência que gerou ou as experiências que geraram o sentimento anterior de fracasso e perspectiva de que tudo o que venha a ser realizado "não levará a nada".
Para integrar as mudanças em nosso corpo físico, sinal de que se tornaram efetivas e, se for o caso, definitivas, também há um "delay". Nosso corpo físico renova-se em nível atômico numa média de 98% a cada ano; celularmente temos uma renovação praticamente completa a cada 7 anos. Quer dizer: pensar ou sentir diferente já é um bom começo, mas ainda há um tempo para que a pessoa como um todo possa ser transformada por um "novo metabolismo"...

Dimensões da Mudança
Ainda sobre mudanças, é bastante importante ater-se à consciência de três dimensões de sua manifestação:
  1. Mudar a si;
  2. Mudar o ambiente;
  3. Mudar de ambiente.
Freqüência de tratamentos
Muitos profissionais estabelecem uma freqüência prévia para a periodicidade dos tratamentos que aplicam, com números de sessões e intervalos pré-definidos. É fato que essa fórmula tem sucesso para muitos casos e muitas pessoas.
Entretanto, tanto a longo prazo quanto para aplicações pontuais, o mais importante é que a própria pessoa que busca a terapia perceba, compreenda e assuma a responsabilidade pessoal de definir para si própria a freqüência e os períodos de suas próprias necessidades de buscar a cura e ajuda. Como descrito no item "Velocidade das Mudanças", muitos processos exigem muito mais do que apenas encaminhamentos realizados no ambiente clínico.
A freqüência de tratamentos também depende da reação da pessoa após cada sessão, da sua abertura, resistência e capacidade para integrar o que foi trabalhado, além da confluência imprevisível da força dos fatos e dos acontecimentos externos.
Não ter segurança na proposta de trabalho do profissional que eventualmente o esteja orientando sobre este assunto pode ser um sinal vermelho contra uma força que pode estar mais preocupada em tirar benefícios para si própria do que fazer uma troca justa com você. Ligue a sua intuição. Esteja atento.

Estados de Alerta / Estados de tensão
O estado de alerta faz parte de nossa consciência astral, contendo a própria manifestação pura de nossa intuição. Ao expandir nossa consciência, temos o benefício de ir agregando mais ações, percepções e dinamismo psíquico ao nosso estado de alerta. Por exemplo: podemos agregar ao nosso estado de alerta a percepção consciente de nossa respiração, das nossas alterações emocionais, dos nossos padrões de defesas de personalidade, nossa consciência espiritual e por aí vai. Quanto mais caminhamos em nossa própria busca pessoal, em nossa evolução, maior será o prazer de termos mais percepções agregadas simultaneamente ao nosso estado de alerta, às coisas às quais estamos conscientemente ligados, independente das demais tarefas que estejamos desempenhando. É algo que agregamos à ação consciente do nosso espírito (veja no texto sobre a percepção do tempo, como o corpo espiritual percebe o tempo...), é um ensaio rumo à onisciência que naturalmente está em nossas buscas mais profundas.

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